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Alexandre de Moraes autoriza liberdade de 11 presos pelos atos de 8 de janeiro

A liberação de Débora Rodrigues para prisão domiciliar parece ter “abrandado” as decisões do ministro

Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a soltura de 11 presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. As decisões foram tomadas entre a última sexta-feira, 28, e esta terça-feira, 01, após a liberação de Débora Rodrigues dos Santos, que pichou a estátua da Justiça e teve a prisão domiciliar concedida após pressão popular. Antes disso, apenas uma pessoa havia sido solta neste ano.

Entre os beneficiados está Leonardo Henrique Maia Gontijo, empresário de 34 anos, condenado a um ano de prisão por associação criminosa e incitação ao crime. Sua pena foi convertida em medidas alternativas, mas ele acabou preso por descumprir a restrição de não sair da comarca ao se mudar de Belo Horizonte para Viçosa. Agora, ele cumprirá serviços comunitários e fará um curso do Ministério Público Federal sobre democracia.

Outro caso é o do professor de artes marciais Isaias Ribeiro Serra Júnior, 24, condenado a um ano de prisão, mas preso novamente em 2023 por deixar a bateria da tornozeleira eletrônica acabar 17 vezes. Reginaldo Silveira, 60, que acampou em frente ao quartel-general do Exército, teve a liberdade concedida após ter sido preso novamente por 73 violações da tornozeleira eletrônica.

O adestrador de cães Kenedy Martins Colvello, 29, condenado na última sexta-feira, 28, também teve a pena convertida em medidas alternativas. Ele estava preso desde janeiro por passar seis dias consecutivos fora de casa, o que sua defesa justificou como necessidade de trabalho.

Jaime Junkes, professor aposentado de 68 anos, foi outro a obter a liberdade. Condenado a 14 anos de prisão, recebeu o benefício da detenção domiciliar por enfrentar um câncer de próstata e problemas cardíacos.

Também foram soltos Anilton da Silva Santos, Paulo Cesar de Jesus, Claudio Fernando Gonçalvez, Márcia Rosa Vieira, Arthur André Silva Martins e Marcos Pereira, que passaram entre 39 e 313 dias presos.

Aline Coelho

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